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First Workplaces escolhe Portugal para dar “primeiro passo internacional”

05 mai 2021
First Workplaces escolhe Portugal para dar “primeiro passo internacional”
Planeia abrir os primeiros espaços de trabalho flexível em Lisboa ou no Porto já no próximo ano. Em 2023, segue rumo à Colombia e ao México.

Novos desafios esperam a First Workplaces no período pós-pandemia da Covid-19. Com a vacinação em curso e os trabalhadores a regressar aos escritórios de forma faseada, a empresa especializada em espaços de trabalho flexíveis desenha um novo rumo. O grupo, que conta com capital de Sherpa Capital como balão de oxigénio para crescer, já sabe o que fazer com ele – aterrar em Portugal e na América Latina no médio prazo, tal como disse Óscar Garcia Toledo, CEO da First Workplaces, em entrevista ao idealista/news.

Embora a pandemia tenha atrasado o crescimento da empresa, os planos não mudaram, assegura o gestor. "Este ano vamos concentrar-nos em continuar a desenvolver a nossa linha de gestão do espaço sob a nossa marca, mas para o próximo ano temos em mente a nossa entrada em Portugal, em Lisboa ou no Porto", revela Óscar Garcia Toledo. Este projeto vai ser financiado pelos próprios fundos da empresa.

Desde o início do ano, a First Workplaces abriu o seu leque de oferta e passou a ter também um serviço flexível de gestão dos espaços de trabalho. Isto é, oferece serviços de gestão aos proprietários de edifícios que queiram ter espaços de trabalho flexíveis nos seus escritórios, algo que já está a ser aplicado em hotéis e centros comerciais.

 

Escritório na Torre Europa, Madrid
Escritório na Torre Europa, Madrid
Com esta nova linha de negócio, a empresa permite a possibilidade aos investidores imobiliários de dar novos usos aos seus edifícios de escritórios, já que poderão passar a operar sob este formato e sob a marca First Workplace. "Com esta linha de negócio vamos atrás de edifícios nos quais não investiríamos porque não são o nosso produto principal, mas nos quais estamos interessados em ganhar terreno em Espanha", diz García, que aponta as empresas imobiliárias e SOCIMIS (sociedades de investimento do mercado imobiliário) como potenciais clientes.

 

Rumo a 2023

Quanto ao crescimento este ano, os planos passam por desenvolver a linha de negócio de gestão e não crescer com fundos próprios. Mas em 2022 a empresa sim que planeia ir mais além, “para os lugares que não alcançámos em 2021", explicam desde First Workplaces.

Em concreto, os objetivos passam, então, por ter os seus primeiros escritórios flexíveis em cidades como Valência, Alicante, Bilbao e Sevilha antes do final do próximo ano. A estreia em Portugal também está agendada para 2022 e é considerada pelo CEO da empresa como o seu “primeiro passo internacional”.

"O nosso acordo com Sherpa Capital significa que temos 70.000 m2 de escritórios flexíveis na nossa carteira, e neste momento temos 25.000 m2, pelo que ainda temos muito espaço para crescer", acrescenta ainda o executivo.

Os planos para 2023 passam por aterrar na América Latina, isto porque, a sua "cultura tem muito potencial". "O centro do coworking sempre foi Londres e Nova Iorque, por isso acreditamos que é melhor ir para mercados que não estejam saturados, como o México ou a Colombia, antes de crescer em países próximos de Espanha que já estão muito mais desenvolvidos em termos de 'coworking'", explica.

Fonte: idealista.pt/Custódio Pareja/Óscar García Toledo, CEO de First Workplaces

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